Central de monitoramento do Grupo Unicad
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Central de Monitoramento, análise e inteligência em segurança

MONITORAMENTOPortal ABMMaio de 2016

Condomínios novos e modernos, shoppings, serviços, centros comerciais, escolas, universidades, hospitais, polos esportivos, implantação de transporte público por ônibus com qualidade internacional, metrô. Nos últimos anos, investidores de diferentes áreas enxergaram na Barra da Tijuca um grande potencial para comportar essas e tantas outras mudanças. O bairro passou a ser o que mais cresce no Rio de Janeiro e, paralelamente, cresceu também a mobilização dos seus moradores para defender seus interesses, como o aumento da segurança — algo que envolve discussões constantes, como faz a nossa Associação, pois é preciso acompanhar a evolução desse cenário para continuar pensando em soluções.

Para colaborar com o combate à criminalidade, a Prefeitura do Rio de Janeiro, representada pela IplanRio, Empresa Municipal de Informática da Cidade do Rio de Janeiro, assinou no XV Fórum de Segurança, em 18 de maio, no Windsor Barra, um convênio de cooperação técnica com a nova Associação Comunitária Bairro Seguro, a ACBS, uma entidade civil, sem fins lucrativos, que abrange a área do 31º BPM. Nesse primeiro momento, a operação será com aproximadamente 105 câmeras do Centro de Operações Rio (COR), já implantadas nesta região, incluindo o Recreio. Esse número irá aumentar devido à ação conjunta da iniciativa privada, representada por: Acir Transoeste, Bairro Alerta, Acir Barra, Amar, Câmara Comunitária da Barra e Abih-RJ (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis).

Síndicos, representantes de condomínios, diretoria de associações de moradores e empresários estiveram junto com autoridades — como o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame; o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso; o presidente da OAB Barra, Cláudio Carneiro; e o deputado Pedro Paulo Carvalho Teixeira, entre outros — para acompanhar a assinatura (ato simbólico). "A interação entre a sociedade civil e o poder público é fundamental, e investir nisso é importante para oferecer suporte ao poder público, visando aumentar a eficácia de suas ações. Utilizar as câmeras para esse tipo de monitoramento é uma luta antiga nossa; temos um projeto de lei nesse sentido. E, mesmo sem a aprovação da lei, isso está sendo iniciado — fato de extrema importância para a região, que é hoje um símbolo, uma referência ao país e ao restante do mundo", disse o vereador Carlo Caiado.

Tratamento de dados para obter informações mais eficazes

A ACBS terá uma central própria de monitoramento (em fase final de montagem) com oito postos de trabalho, utilizando módulos de inteligência desenvolvidos pelo Grupo Unicad, que ajudarão a tratar as informações que serão encaminhadas aos associados e órgãos de segurança pública. "Nossa pretensão é criar uma central de microanálise e, com isso, promover ações mais eficazes. Foram realizadas diversas reuniões com a iniciativa privada para alcançar a formatação proposta. Estamos trazendo uma solução completa, pois somente a imagem não resolve o problema. É preciso tratá-la para que se transforme em informação útil", explica Rodrigo Taveira, diretor do Grupo Unicad.

Além do acesso às imagens, são disponibilizados seis módulos na Central de Monitoramento:

  • Captação de Informações — monitoramento 24 horas de informações disponibilizadas em mídias sociais;
  • Geomonitor — georreferenciamento de ocorrências que afetam o trânsito, assim como incidentes que representem risco à segurança, acompanhados por diversas camadas de informações;
  • Alertas — pulverização de informações aos órgãos de segurança e associados ao projeto;
  • MIESP — Módulo Integrado de Estatística de Segurança Pública, ferramenta de leitura e análise dos registros de criminalidade divulgados pelo ISP-RJ;
  • Boletins Especiais — elaborados sempre que ocorrem situações críticas que suscitem a necessidade de informes emergenciais;
  • Segurança nos Bairros — análise mensal de segurança pública, referente à área da 3ª AISP, com o balanço de tudo que foi apurado no período.

"Isso já existe há oito anos e, por funcionar muito bem, a Barra incorporou. Esses módulos foram desenvolvidos para atender demandas internacionais, sendo aperfeiçoados por ocasião dos grandes eventos que nossa cidade vem sediando. Por isso, hoje são ferramentas consistentes. Não apresentamos um projeto, mas sim um conjunto de módulos consolidados, já em funcionamento. Temos a oportunidade de agregar ao setor público a expertise adquirida. É a união de esforços", diz Taveira.

Parceria com a segurança pública

José Mariano Beltrame, morador da Barra, apoiou a iniciativa, pois a polícia, sozinha, não consegue ter o total conhecimento das ocorrências. "Com a tecnologia, temos a possibilidade de acessar muitas informações, mas precisamos trabalhá-las com alguns critérios para dispararmos os alertas. Por isso, eu me comprometo a oferecer um treinamento gratuito às pessoas que estão captando essas imagens, para que possam ter um olhar voltado à segurança pública."

O secretário aproveitou para lembrar que a Olimpíada de 2016 é mais uma oportunidade para o Rio de Janeiro levar ao exterior uma boa imagem, mostrando ser uma cidade como qualquer outra, que também tem seus problemas. "O Rio é uma cidade possível, mas precisamos mexer em determinados históricos, em problemas muito difíceis. Fala-se do que há de errado, mas não se fala, por exemplo, de iniciativas como essas. Temos em torno de 60 mil policiais com seus protocolos e planos estratégicos e táticos prontos. Desde 2007, a cidade recebeu seis grandes eventos, e precisamos valorizá-los; as pessoas têm de continuar vindo para cá. A Interpol tem o nosso protocolo de segurança para grandes eventos no mundo, e os consultores do Comitê Olímpico Internacional ficaram admirados."

Segurança pública com o envolvimento de todos

Fernando Veloso, chefe da Polícia Civil, parabenizou a iniciativa dos setores público e privado e disse que, atualmente, há a consciência de que as questões de segurança pública não estão restritas à polícia. "Até pouco tempo atrás, ouvíamos que problemas de segurança eram do Estado, nada da Prefeitura. E ficamos felizes com a conscientização de que todos nós devemos participar dessa questão, cada um fazendo a sua parte."

As imagens podem servir nas investigações policiais e na elucidação dos casos. Em relação às redes sociais, Veloso reconhece o seu potencial, mas alerta para os problemas que a multiplicação de informações pode causar quando utilizadas de forma leviana e equivocada: "Antes de multiplicar algo, faça uma pesquisa rápida, verifique a informação e não se deixe servir de instrumento de interesses de pessoas que não querem o bem da sociedade."

Monitoramento na ABM

Outra questão levantada é como as imagens chegarão até a entidade com rapidez. Em entrevista exclusiva ao Jornal da ABM (edição nº 53), o delegado da 16ª DP, Marcus Vinícius Braga, citou a captura de suspeitos que atuaram no entorno, afirmando que "a identificação só foi possível graças a esse sistema de monitoramento". E completou: "Outro detalhe fundamental é a rapidez com que acessamos as imagens, o que facilitou o nosso trabalho. Se pedirmos as imagens à ABM, receberemos em 30 minutos, quase automático. Às vezes, pedimos em alguns condomínios e esse prazo se estende para cinco, dez dias."

A ABM possui um projeto de monitoramento do entorno, ainda não aprovado pelos associados, elaborado pelo engenheiro Álvaro Braga em julho de 2013. "A ideia surgiu após conversas entre mim e Ricardo Magalhães, atual VP Administrativo, devido aos problemas de segurança detectados, na época, na redondeza da ABM", diz o autor. Um dos movimentos marcantes foi o realizado em agosto de 2013, com adesão de moradores da ABM, que fizeram um ato simbólico na base da Polícia Militar localizada na Av. Pref. Dulcídio Cardoso, próximo ao Lúcio Costa.

Alcance total

Os estudos foram realizados com base na área de abrangência, que envolve todo o perímetro dos condomínios do entorno da ABM: Av. Prefeito Dulcídio Cardoso, desde a entrada pela Av. das Américas até a Av. Afonso Arinos, Av. Henrique Cordeiro e toda a área do Bosque de Marapendi. "O maior desafio foi alcançar a maior área para monitoramento nesse projeto, com otimização de recursos técnicos de última geração aliados à redução de custos para a viabilidade de sua implantação", explica Álvaro.

O projeto foi apresentado à comunidade em agosto de 2014, com a presença do subsecretário de Comando e Controle, Edval de Oliveira Novaes. Devido à não adesão de todos os condomínios, a implantação foi de apenas um módulo, que inclui uma central instalada em um contêiner dentro do Bosque, com um subsistema de monitoramento — justamente de onde vieram as imagens que colaboraram com o trabalho da 16ª DP no fim do segundo semestre de 2015.

A novidade na região

Para Álvaro, a criação da central de monitoramento com o apoio da Prefeitura é uma excelente iniciativa, pois é uma solução inédita tanto na Barra da Tijuca quanto no Rio de Janeiro. "As grandes ideias, para serem maturadas, às vezes amargam com o tempo. A iniciativa de encontrar soluções definitivas já existe há cerca de três anos, porém ainda está em andamento — devido à perseverança e à busca contínua dos gestores da Associação e da nossa comunidade para oferecer melhor segurança e qualidade de vida a todos", conclui Álvaro.

Fonte: Portal ABM, maio de 2016. Texto adaptado do material original para publicação neste site.

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