Rodrigo Taveira em central de monitoramento
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SINDICARGA lança Conselho de Combate ao Roubo de Cargas com participação de Rodrigo Taveira

SEGURANÇA PATRIMONIALEu Amo Caminhão24 de fevereiro de 2016

Na quarta-feira, 24 de fevereiro, a sede do Sindicarga recebeu policiais, empresários e autoridades para o lançamento do Conselho de Prevenção ao Roubo e Furto de Cargas, liderado pelo Cel. Moura. O conselho pretende auxiliar na integração das polícias e no uso de informação de inteligência.

O presidente do Sindicarga, Francesco Cupello, e o vice-presidente, Sílvio Carvalho, destacaram a importância deste esforço para o combate ao roubo e furto de cargas e do uso dos aparatos tecnológicos e da gestão da informação para o sucesso desta empreitada.

Na reunião, o Sr. Taveira, especialista em segurança patrimonial, foi nomeado consultor do Conselho e apresentou o projeto de criação do Observatório do Roubo de Cargas do Sindicarga, bem como dos softwares de integração de dados e informações que serão utilizados. O Observatório conta com a parceria das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, para apoio logístico, troca de informações e pronta resposta. Uma das funções do Conselho é agregar ideias e experiências que direcionem as ações do Sindicarga no auxílio ao combate ao roubo de cargas.

"É preciso analisar essa questão do roubo e furto de cargas de uma maneira séria e técnica. O Cel. Moura, o Taveira e o Sindicarga se uniram em torno do desenvolvimento de um projeto que visa minimizar o problema e auxiliar as empresas que operam com a gente", frisou o presidente Francesco Cupello.

A questão do roubo de cargas afeta empresários, população e governo. "Hoje, o problema do roubo de cargas aflige a cidade e o transportador de uma maneira muito pesada, atrapalhando a produtividade e a eficiência do transporte. Se ao menos mitigarmos esse problema, vamos dar um salto na eficiência e na produtividade do transporte", declarou Sílvio Carvalho.

ORC — Observatório do Roubo de Carga

Por Rodrigo Taveira, co-autor do projeto ORC

Diante do crítico cenário que envolve o crime de roubo de carga e a forma agressiva como vem afetando os transportadores, o Sindicarga, através do Conselho de Prevenção a Roubos e Furtos de Carga, presidido pelo Cel. Venâncio Moura, cria um núcleo científico para estudar e compreender melhor o fenômeno.

O Observatório traz em seus pilares de sustentação a informação, o monitoramento e o compartilhamento de dados e imagens em tempo real. Compreende que a velocidade da análise é um fator primordial no combate a essa modalidade criminosa, assim como o compartilhamento da informação, servindo à prevenção de seus associados.

Em conjunto com os órgãos de segurança pública, que atuam diretamente no combate ao roubo de carga, compartilha todas as suas análises e empenha-se na sistematização de módulos específicos que viabilizem a microanálise. Já dispõe de sistema próprio de tratamento das informações divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública, compreendendo todas as Áreas Integradas do Estado, considerando as circunscrições que as compreendem, assim como as rodovias e vias expressas.

Para registrar o início de suas atividades, a equipe do ORC selecionou o Arco Metropolitano para estudo. No dia 21 de fevereiro do corrente ano, percorreu a via nos seus dois sentidos, atualmente disponíveis ao tráfego, ligando as cidades de Itaguaí a Duque de Caxias. Aproveitando o percurso, já registrou o "marco quilométrico" de ambos os sentidos da via — a latitude e longitude de cada quilômetro, informação essencial no georreferenciamento da rodovia, possibilitando a associação de cada quilômetro com pontos de interesse (hospitais, UPAs, unidades do Corpo de Bombeiros, delegacias policiais, batalhões, Defesa Civil, etc.), servindo não apenas ao ORC, como essencialmente aos órgãos de segurança pública.

Através de ferramenta própria, o ORC constatou, no quarto trimestre dos três últimos anos, um aumento de 114% na incidência de roubo de carga nas circunscrições que compreendem o Arco, comparando 2014 com 2015, destacando como mais críticas a 60ª DP (Campos Elísios) e a 58ª DP (Posse).

Ocupação irregular

Observou-se também um processo de ocupação com fortes indícios de irregularidades, o que hoje não necessariamente representa um problema de segurança pública, mas que, com a sua expansão, poderá representar. Os registros fotográficos serão encaminhados às secretarias municipais para alertá-las do problema, assim como para registrar a configuração na data da fotografia, servindo para análises comparativas no futuro.

Fonte: Eu Amo Caminhão (Sindicarga), edição de 24 de fevereiro de 2016. Texto adaptado do material original para publicação neste site.

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