Segurança pública em pauta no Conselho Comunitário de Segurança
O presidente da AMARosas, Cleo Pagliosa, compareceu à reunião do Conselho Comunitário de Segurança, que aconteceu no dia 20, no Centro Empresarial Íon. Representantes de diversas associações de moradores e da área de segurança pública também estiveram presentes no encontro, onde foram abordados temas sobre a repercussão de notícias falsas, os indicadores de ocorrências criminais na região e a posse dos novos delegados da 16ª DP e da 42ª DP.
Foram convidados para compor a mesa da CCS: Marcos Vinícius Braga, diretor das delegacias especializadas da Polícia Civil; tenente-coronel Wagner Mello; Adriana Belém, delegada da 16ª DP; Eduardo Freitas, delegado da 42ª DP; Azaury Alencastro, superintendente; tenente-coronel Lorite, comandante do 2º Grupamento Marítimo (GMar-Barra); Marco Almeida, administrador regional; Luiz Pedra, supervisor regional do Recreio; Fábio Cardoso, delegado titular da Divisão de Homicídios (DH); Carlos Felício, inspetor da Guarda Municipal; Gilberto Stanchi, advogado da OAB; e Ricardo Magalhães, presidente do CCS.
A proposta da nova delegada da 16ª DP, Adriana Belém, para a segurança pública no bairro consiste em um trabalho conjunto entre as polícias Civil e Militar e a 42ª DP, por meio do policiamento ostensivo com viatura. "A ostensividade inibe o crime", disse ela.
Ainda foi apresentado o delegado Eduardo Freitas, que assumiria a titularidade da 42ª DP, responsável pela área do Recreio dos Bandeirantes. Segundo ele, uma das prioridades de sua gestão seria a identificação das quadrilhas que atuam na região, para reduzir os índices de roubo a automóveis e a transeuntes.
Redução de roubos a transeuntes
De acordo com os indicadores apresentados pelo 31º BPM, houve uma diminuição no número de roubos a pedestres em relação aos meses anteriores: em janeiro foram 226 casos, em fevereiro 180 e em março 139. Segundo o tenente-coronel Wagner Mello, esse resultado foi consequência das ações preventivas adotadas — policiamento a pé, policiamento transportado em ônibus urbanos, operações policiais de revista em logradouros específicos da mancha criminal e realocação do ciclopatrulhamento. "A criação do policiamento de transporte diminui os crimes em dois aspectos: o roubo a pedestres e a veículos, pois há informações de que muitos vêm para a região de ônibus, praticam a ação criminosa e voltam de carro. Já quem faz roubo a transeunte volta a pé, de bicicleta ou até mesmo de carro. Entretanto, há um projeto para aumentar este tipo de patrulhamento", explicou o tenente-coronel Wagner Mello.
No caso do aumento da letalidade — de 2 para 4 homicídios —, o tenente-coronel Mello atribuiu o resultado a 2 casos de execução por rixa, um no Terreirão e outro no Outback, crimes que, segundo ele, poderiam ter ocorrido em qualquer lugar pela sua natureza. "O policiamento na madrugada é feito em alguns eixos principais de visibilidade, como a Ayrton Senna, o entroncamento da Avenida das Américas, o túnel da Grota Funda, o acesso ao Jardim Oceânico, o Joá, a orla e a Transolímpica. E ali era um local que não havia ocorrências de assaltos, seja de pedestres ou de veículos", comentou.
Outra medida adotada pelo batalhão são blitze realizadas em diversas vias da região, inclusive no horário de maior trânsito. O tenente-coronel Mello defendeu a necessidade de realizar as ações durante esse período de maior movimento de veículos para conter a criminalidade. "Existem dados, principalmente sobre o túnel da Grota Funda, de que certos elementos, no período das 16h às 18h, vão à praia e depois querem fazer o ganho com roubo de celular ou veículo", explicou.
Fake news
Além destes pontos, o tenente-coronel Mello comentou que é preciso evitar a repercussão de notícias falsas, pois prejudicam o trabalho da Polícia Militar. Ele citou o boato de um suposto arrastão, que teria acontecido próximo aos shoppings Metropolitano e Via Parque, divulgado pela rede social Jacarepaguá Online.
Em um dos casos, foram deslocadas duas viaturas do 31º BPM, que estavam fazendo patrulha no Recreio, para cobrir uma região do 18º BPM, já que na ocasião o batalhão estava sem viatura. Porém, quando a polícia chegou ao local, foi constatado que não houve ocorrência. "Desguarneci a minha área, e quando as viaturas chegaram, não encontraram nada", disse o tenente-coronel Mello.
Fonte: Revista AMARosas. Data de publicação não especificada no material original. Texto adaptado para publicação neste site.
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